sexta-feira, 2 de outubro de 2009

OCTOBER FIVE


Todos os anos no dia 5 de Outubro, a élite política portuguesa que na altura tem a sorte de viver do Orçamento de Estado faz uma festa de arromba naquilo que já foi a capital do Império.

Logo de manhã, juntam-se numa varanda da Câmara uma quantidade de sujeitos engravatos que desajeitadamente tentam desfraldar a Bandeira Nacional. Felizmente para eles anda sempre por ali o senhor Zé, homem jeitoso de mãos, que num ápice faz aquilo que doutores e engenheiros não conseguem fazer no tempo disponibilizado pelo rigoroso protocolo.

Este ano o senhor professor de Boliqueime resolveu não ir Câmara, logo o senhor dos Açores e o outro senhor que nasceu no Porto e foi registado em Vilar de Maçada seguiram-lhe as pisadas e a nobre missão sobrou para um lisboeta com um ar exótico.

Exactamente o Dr. Costa, que de 2005 a 2007 fez o favor de pôr os Guardas a pedir, depois de lhes tirar os cartões da ADMG das esposas, e de os pôr a pagar para o citado sistema de saúde e para uns pseudo serviços sociais, além de lhes congelar os escalões. Só coisas boas!

Pois é este senhor agora, que quer ser equiparado a ministro, e quer honras militares prestadas pela GNR, na manhã do 5 de Outubro. Quer dar música de borla ao povo, quiçá para copiar o major valentão.

Segundo se consta os "hautes comandes" da organização estão a resistir de RCHM na mão, enquanto do outro lado "delicadamente" lhes acenam com as "precedências protocolares".

Da Praça do Comércio, um homem do avental já começou a fazer pressão alta e tenho um palpite que a coisa sempre vai meter batalhão e banda marcial.

E o doutor Costa já terá avisado: e se os gajos não vierem vem a tropa! E depois vão ver!

E eu cá não me admirava nada.

5 comentários:

Anónimo disse...

Polémica. O desacordo da GNR em prestar honras militares a António Costa valeu-lhe ser dispensada, quase na véspera, das comemorações na Praça do Município. José Sócrates vai estar presente

A GNR foi dispensada de participar na cerimónia oficial do 5 de Outubro, que se vai realizar na praça do município, em Lisboa, com a presença do primeiro-ministro José Sócrates, cuja participação foi conhecida ontem. Na guarda há quem entenda esta 'expulsão' como uma "afronta" que deve merecer uma resposta do Comandante-Geral, general Nelson Santos.

Até quinta-feira estava confirmada a presença da Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE) da GNR. Mas, o facto de ter vindo a público, através de uma notícia ontem publicada pelo DN, que tinha causado mal-estar na GNR a exigência da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para que a USHE prestasse honras militares a António Costa, terá provocado esta situação inédita.

Esta força de segurança todos os anos marca o simbolismo das comemorações prestando as honras ao Presidente da República. Como este ano, Cavaco Silva não vai participar por entender que a sua presença podia perturbar o período eleitoral, seria António Costa a presidir. Por estar em plena campanha eleitoral, delegou em Paula Teixeira da Cruz o discurso oficial. Com a presença de Sócrates o problema não se colocava mas a GNR ficou fora.

O porta-voz oficial da GNR confirmou que esta força "não vai estar presente na cerimónia junto ao edifício da CML" . Não quis, no entanto, comentar a relação que esta situação possa ter com a questão das honras militares.

O comando-geral foi informado ontem desta 'dispensa' através de um ofício do gabinete de António Costa. A câmara remeteu também esta informação para o ministério da Administração Interna (MAI), que não comenta.

Neste momento estão ao rubro as relações entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a GNR. Ontem, o DN noticiou que o serviço de protocolo da CML tinha pressionado o comando-geral da GNR para que António Costa fosse alvo de honras militares, que noutros anos são dirigidas ao P.R. .

Do ponto de vista militar, a realização desta exigência seria irregular e inédita, pois esta cerimónia rege-se pelo Regulamento de Continências e Honras Militares, que define que personalidades a elas têm direito. Presidentes de câmara não estão incluídos.

Na notícia de ontem o DN dizia que o MAI tinha pedido ao comando-geral da GNR para ir ao encontro do desejo do serviço de protocolo de António Costa. No entanto, ontem á tarde, o gabinete do Ministro Rui Pereira, afirmou ser "inteiramente destituída de fundamento" essa "referência ao MAI".

"Dispensando a GNR, a CML resolveu o problema da cerimónia, mas pode ter ferido gravemente a honra da guarda", comentou um oficial desta força de segurança.
Diário de Notícias

"Simplesmente Manel"

Anónimo disse...

Olha olha, fizeram-se de caros e agora estão a chorar.
deixa ver quando chegar por lá a factura pela utilização da Praça do Império.
Ainda por cima substituidos por Bombeiros.

Amante da Verdade

Anónimo disse...

Se cobrar a uns tem de cobrar a todos, sob pena de violação do princípio da igualdade, por isso caro Amante da Verdade não se preocupe com essas minudências.

Simplesmente Manel

Anónimo disse...

Gostaria que alguém me explicasse como é que sendo a Guarda Republicana e criada pelo regime logo a seguir á implantação da República, é excluída das cerimónias???
Será que isto foi uma birra...ou o que se vê é "fumaça" e existe algo mais grave?
Vejo tanta gente que não é da Guarda a falar dela que me "assusta" e me preocupa!!!

Anónimo disse...

Mas é melhor esperares sentado, porque esse assunto não vai ser esclarecido pelo GCG, o que é pena. Era bom explicar a verdade aos militares da Guarda e evitar a difusão do boato.