sexta-feira, 30 de outubro de 2009

BOM! EU JÁ VI MUITA COISA.......




Hoje, sem querer, abri a página oficial da organização na internet. No meio dos avisos H1N1, no topo da página aparece a foto de um distinto oficial e sua montada. Ao ler a "notícia" fico a saber que o ilustre 2.º Comandante da USHE se sagrou no último fim de semana Campeão Nacional de Embaixadores.


Bom, eu já sabia que tinhamos um senhor TC governador civil (aliás "et pour cause", anda por aí muita gente com urticária), agora outro TC campeão e embaixador é obra. Mas ser a notícia principal do sitio da organização parece-me um pouco excessivo, quando é sobre uma coisa que se passou ali para os lados de Leça da Palmeira, para senhores com mais de 49.


Então se isto é importante, que dizer da minha façanha no último fim se semana: fiz dez quilómetros a correr de Algés até Oeiras e entre 10.000 extraordinários atletas (de todas as idades, sublinho), fiquei cassificado em 3.000.º.


E à frente do primeiro ministro e de todo o seu séquito, claro!


Vou já enviar fotos do feito à redacção, para ver reconhecido o meu brilhantismo.


Também quero ser um dos primeiros a ter a comenda Nuno Álvares a engalanar-me o peito!


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A EX-GOVERNADORA CIVIL


A doutora Dalila Araújo, ex-governadora civil de Lisboa e ex-vereadora do AC, ainda sem ter tomado posse foi anunciada hoje como futura Secretária de Estado do RP. Conhece bem a miséria franciscana onde vivem as polícias. Tem agora uma boa oportunidade de ajudar.



O REFORMADO DE LUXO

Para secretário de estado para o bombeiral vai aquele moço que tem como HL o curso comercial e percebe cinco reformas mensais, uma das quais de deficiente das FA´s. tem pouco mais de cinquenta anos. A coisa promete.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ESTE PAÍS NÃO É LUGAR PARA GAJOS BEM DISPOSTOS


A senhora porta voz já terá cumprido a promessa?

De que são acusados os humoristas? Gostava de saber.... mas tenho a certeza que os senhores doutores da PSP vão explicar tudo! Pena que este país esteja cada vez mais parecido com a Venezuela....



"O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) esclareceu, esta segunda-feira, que os humoristas Jel e Vasco Duarte foram conduzidos a uma esquadra para identificação, negando que tenham sido detidos durante a cerimónia de posse do novo Governo, no Palácio da Ajuda.
Segundo a subcomissária Carla Duarte, porta-voz do Cometlis, os dois humoristas, conhecidos como "Homens da Luta", estavam a «perturbar uma cerimónia de um órgão de soberania», pelo que foram levados para identificação, por não estarem reunidas as condições para serem identificados pela polícia naquele local.

No entanto, várias testemunhas afirmam que os humoristas foram levados à força para o interior de uma carrinha celular da PSP, depois de terem surgido na entrada do Palácio da Ajuda quase ao mesmo tempo do que o Presidente da República, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates.

Durante cerca de meia hora, enquanto já decorria a cerimónia oficial de posse do novo Governo socialista e o discurso do Presidente da República, os "Homens da Luta" gritaram ao megafone «Sócrates amigo, a luta está contigo».

A porta-voz do Cometlis prometeu para mais tarde um comunicado sobre o incidente.

sábado, 24 de outubro de 2009

21 TRABALHOS PARA OS NOSSOS REVOLUCIONÁRIOS RESOLVEREM


A Guarda desde o início deste ano um problema bicudo para resolver. Um não, acho que são vinte e um. Mas não tem conseguido. Em minha opinião nem sequer tem tentado. O "nosso general" disse publicamente acerca de um mês que ia esperar pela chegada do novo ministro para resolver o problema. De que forma não se vê como....

Estou a falar concretamente dos Destacamentos de Trânsito, quase todos comandandos por senhores "oficiais revolucionários", que bem vistas as coisas não têm merecido as FAI de 4,80 que por ali pululam. Suspeito que alguns deles também estão em greve de zelo!

De acordo com o que foi publicado no fórum da "brigada de trânsito" mostro aqui com a devida vénia os resultados comparativos de 2008 e 2009 de um Destacamento que está muito na moda, cujo "director" está muito bem cotado na bolsa das apostas! Refiro-me concretamente a Portalegre.

Nos primeiros meses do ano anterior em Portalegre foram registados 113 acidentes com 8 mortos e 5 feridos graves. Este ano, 107 acidentes, 4 mortos e 30 feridos graves.

Em 2008 foram levantados 153 processos crime, este ano apenas 25. É obra! Os alentejanos do Alto deixaram de emborcar copos de certeza!

O ano transacto foram passadas 6183 multas, este ano menos 2222, ou seja menos 36%.

E estes números ainda são dos melhorzinhos, apenas batidos por Coimbra e Carcavelos. Se formos ver os do Carregado, Torres Vedras, Leiria, Vila Real, até nos dá vontade de chorar!

No total das multas, o ano passado, 238932. Este ano, 120721, ou seja menos 118211, menos 50%. Dassssss!

E estes números foram os do tempo seco! Parece que agora vai começar a chover.

Aqui está um problema para "general" resolver.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

OS "FILHOS" DO MAJOR ALVEGA


"Os ânimos estiveram acesos e os ecos chegaram a José Manageiro, presidente da Associação de Profissionais: "A GNR está em brasa. Nunca vi nada assim nos meus anos de dirigente associativo. Os nossos comandantes estão revoltados e isso tem uma força e um impacto difíceis de prever."


Quem escreve este belo naco de prosa é a jornalista do regime e parece que o ruído chegou de algumas reuniões mais ou menos secretas, que cerca de 400 oficiais da GNR têm feito num fórum da blogosfera nos últimos tempos! Claro que ninguém acredita nas reuniões ao vivo madame. Só mesmo você!




O Manageiro pelos vistos está preocupado! Os meninos rabinos até já falam em cumprir o horário de referência! Boa! Serão quantas horas? 56, 64, 28, 32? Gostava de saber!




Agora esta de deixarem de estar disponíveis para missões no estrangeiro????!!! Contaram só p'ra você!!!




Vá, portem-se lá bem, não façam zangar os "nossos generais", que alguma coisa se há-de arranjar. E não venham para cá dizer que vão mostrar o descontentamento dos vossos subordinados pela vossa situação. Eles estão-se é a mijar a rir, garotos.




Ainda pagava para os ver a fazer uma associação sindical. Eles são á bons a desfazê-las! Mas isso é fácil!




Aguentem-se lá 15 anos em major que também é bom. Lembrem-se do gozo que o Otelo teve em Major, do Major Alvega, do Valentão Loureiro e por aí fora!!!... Não fiquem tão deprimidos...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O "ENCENOURADO"




O Pereira tem 56 anos e é pastor. No passado mês de Maio, atormentado pelos calores que chegavam de Espanha e porque as ovelhas lhe deram uma folga, deu para levantar os olhos para a patroa Olga.


Esta não gostou e despediu-o.


A semana passada, o Tó, marido da Olga telefonou ao pastor a prometer-lhe de novo emprego. Apaixonado ou parvo, não se sabe muito bem (talvez as duas coisas), o Pereira fez-se ao comboio e tentou regressar ao Sabugal, via Castelo Branco. Aqui, estava o Tó à sua espera para o levar de camionete. Para os lados da Foz do Cobrão, o Tó e a Olga que por "milagre" apareceu, "encenouraram" o Pereira, abandonando-o de seguida despido e "dorido" nos montes.


Conseguiu chegar o desgraçado, no dia seguinte já de noite, a Castelo Branco onde procurou a Esquadra da PSP para contar as suas "dores".


O Cuco que o recebeu achou não ser aquela a sua "especialidade" e enviou o desgraçado para a GNR local.


No Posto "o praça que o recebeu estava sozinho e não pôde fazer nada", pelo que o pastor fez quase cem quilómetros a pé e à boleia para ir até ao Sabugal, onde a sua história veio a público, tendo o casal de abusadores sido detido e logo ter sido solto.


Pobre pastor Pereira!


Da cenoura, parece que ninguém sabe.


O senhor ministro Pereira já perguntou porque estava um praça sózinho (contra as suas ordens expressas), no Posto de Castelo Branco.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A MARINHA QUE NÃO QUER SER DE PAU


O pessoal quando se quer meter com os marujos, normalmente pergunta-lhes meio depreciativamente se eles também pertencem à "Marinha de Pau".

Quer isto dizer simplesmente, que estamos a perguntar-lhes se são daquela marinha que nunca viu submarino, corveta, mareta, fuzeta, por aí fora...- aqueles que como diz o senhor Almirante nunca "andaram embarcados".


O texto que abaixo vos deixo "ci dessous" assusta-me um bocado e urge que avisemos o "comodoro" para que ele tome as necessárias e devidas providências.


“A Armada vai criar "uma força projectável", capaz de "dar resposta militar e não militar às ameaças de natureza assimétrica que caracterizam" o ambiente de segurança marítima", revelou ontem o chefe de Estado-Maior do ramo (CEMA).
"Esta nova Unidade de Acção Litoral (...) poderá complementar as capacidades existentes no âmbito da segurança interna, caso seja solicitado o recurso a meios militares", explicou o almirante Melo Gomes, perante uma assistência onde estava o secretário-geral da Segurança Interna, Mário Mendes.
A iniciativa da Armada surge numa fase em que se discute o papel dos militares em questões de segurança interna e quando ainda estão frescas as tensões entre o ramo e a GNR por causa da forma como esta força de segurança exerce as suas competências nas águas litorais.
O CEMA, que discursava na cerimónia de abertura do ano operacional da Armada, considerou necessário "acautelar as regras de transição" do novo sistema retributivo dos militares, para que inclusão na tabela única da Função Pública "não venha a defraudar adicionalmente as legítimas expectativas dos militares" - pois, embora haja "uma evolução" com o novo regime, ele "não traduz a justa aproximação das remunerações" castrenses com as das "profissões de referência". Melo Gomes, reafirmando o lamento pelo desaproveitamento dos fuzileiros, defendeu que o novo sistema de incentivos "reconheça a especificidade do pessoal embarcado e daquele que actua na primeira linha de exigência operacional".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

MILITARES TREINAM, TREINAM.....


Esperando a alteração da Constituição.......



"Golfo de Cádiz, Espanha, 15 Out (Lusa)- Com alguns países marcando presença apenas com observadores militares (Líbia, Tunísia e Argélia) e sem a presença da Mauritânia (devido a problemas com os vistos), a "Iniciativa 5+5" deu mais um passo para melhorar a cooperação e a sua articulação em operações conjuntas.

Perto do Golfo de Cádiz, no sul de Espanha, o "Sea Border" é apenas um exercício de treino, mas o silêncio a bordo da "Numancia" - a fragata que comanda a força multinacional - deixa perceber a concentração dos 'snipers' que têm como alvo a corveta portuguesa "João Coutinho", hoje transformada num barco suspeito.

Quatro meios aéreos e a fragata francesa "Montcalm" e a marroquina "Mohammed V" apoiam a força liderada pela "Numancia"".

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

MAIS TANGAS


«O objecto principal do projecto é o de inverter a tendência, verificada em Portugal e em muitos outros países, de centrar a reacção penal sobre a sanção a aplicar ao arguido, desprezando a perda ou confisco, quer dos instrumentos com que foi praticado o crime (quando economicamente relevantes), quer os bens ou produtos gerados pela actividade criminosa», refere hoje a PGR sobre o Projecto Fénix, que será co-financiado pelo programa financeiro comunitário ‘Prevenir e Combater a Criminalidade’ (2007-2013).
Segundo um documento divulgado hoje pela PGR, que se candidatou ao programa financeiro, o projecto tem «em vista a melhoria do sistema de recuperação de activos tanto no plano interno como no da cooperação europeia e internacional» e visa, entre outros objectivos, demonstrar que o «crime não compensa», «não rende benefícios».
Outros objectivos neste campo é o de «evitar o investimento de ganhos ilegais no cometimento de novos crimes, propiciando a sua aplicação na indemnização das vítimas e no apetrechamento das instituições de combate ao crime», bem como o de «reduzir os riscos de concorrência desleal no mercado, resultantes do investimento de lucros ilícitos nas actividades empresariais».
O projecto, que incidirá nas áreas da investigação criminal, da acusação, do julgamento e da conservação e destinação atempada dos bens, dirige-se, sobretudo, para a criminalidade «economicamente mais rentável» - tráfico de drogas, de pessoas, de armas, de viaturas, de influência/corrupção - e pretende trabalhar na recuperação (apreensão e posterior confisco) de instrumentos do crime e de bens ou produtos resultantes da actividade criminosa, incluindo automóveis, barcos, acções, dinheiro, jóias e imóveis.
Entre as causas para o facto de, em Portugal, ser «pouco significativo o nível de perda de bens» em processo penal figura, segundo o documento da PGR, o «elevado grau de exigência probatória dos tribunais em relação ao estabelecimento da origem ilícita dos bens e produtos, desde logo em virtude de muito insuficiente manuseamento dos critérios de prova indirecta ou por presunções».
Assim, algumas das acções a adoptar, a partir de Novembro, quando se iniciar a execução do projecto, será o «reforço da capacitação de juízes e procuradores nos critérios de prova indirecta ou por presunções» e o «reforço da cooperação internacional» na localização, apreensão e confisco daqueles bens.
Outro objectivo do projecto visa que o acesso das autoridades judiciárias aos dados e contas bancárias existentes em qualquer entidade financeira que operem em Portugal possa fazer-se com «brevidade», pois actualmente o pedido de informações obedece a um processo que passa pelo Banco de Portugal e que demora, em média, dois a três meses, lapso de tempo considerado «excessivo», tendo em conta que «a reforma penal de 2007 veio reduzir drasticamente o tempo de investigação em regime de segredo (de justiça)».
A candidatura da PGR ao projecto teve a participação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e dos Departamentos de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, Porto, Coimbra e Évora, tendo sido identificados os parceiros internos e externos: a nível nacional a Polícia Judiciária e externamente a Fiscalía General del Estado de Espanha e o Gabinete de Recuperação de Activos da Holanda (BOOM).

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

OS INSONDÁVEIS MISTÉRIOS DAS ACÇÕES POLICIAIS


Há coisas que tenho alguma dificuldade em perceber!

Anos e anos de patrulha, agora um respeitável técnico, e vejo que continuo a não perceber nada disto!

Ainda tenho de ir fazer o curso de direito, versão Bolonha, à noite!

Ainda consigo entender a confusão daquele senhor que queria mandar a GNR com os marinheiros para a Somália para prender os piratas, fazer o auto de notícia e trazê-los à justiça, talvez a algum tribunal marcial criado especialmente para isso. Mas agora vejam-me só isto.

- O QG dos cucos fez sair uma notícia a informar que nos últimos três dias foi desenvolvida uma gigantesca acção policial quer permitiu apreender 800 armas ilegais só no distrito de Lisboa: 400 de caça e 400 de defesa pessoal.

- No auge, - gostaram da parte teatral desta palavra?, no aaauuuuge da comunicação debitaram ainda que no âmbito da mesma operação foi detido um homem de 60 anos.

Cadê os outros, pergunto eu? Então as 800 armas pertencem todos ao mesmo sexagenário, ou 799 foram apreendidas abandonadas na via pública?

Expliquem lá isto melhor que assim estou muito confuso! Então já me prenderam três vezes por andar só com um spray no bolso e agora apreendem 300.000 balas e nada?

E também acho que a ilustre comunicadora está muito mal aproveitada lá para Belas. Libertem lá a senhora para ela explicar como é que vocês chegam a estes resultados!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

É TEIMOSA A SENHORA


Cooperação com Forças Armadas abre guerra na GNR


"As palavras do comandante-geral da GNR, em defesa da utilização do efectivo das Forças Armadas na luta contra a criminalidade, foram alvo de violentas críticas de oficiais superiores e dirigentes associativos da guarda. O general Nelson Santos viu-se mesmo obrigado a enviar uma nota a todo o dispositivo da guarda, para esclarecer a opinião que tinha defendido num encontro promovido pela revista Segurança e Defesa, na passada semana.
Enquanto a polémica se disseminou nos quartéis, porém, um outro alto dirigente da GNR, o general Carlos Henrique Chaves, comandante de Doutrina e Formação, voltou ao assunto, alertando para a necessidade de "consubstanciar, em termos legais, a colaboração" entre militares e polícias - o que, em termos práticos, implica uma alteração da Constituição da República.
A polémica, aliás, nasceu precisamente com o apelo de Nelson Santos aos responsáveis políticos, para que mudassem a Constituição de forma a permitir que os militares pudesse travar a criminalidade ao lado das forças de segurança. "A criminalidade não é um problema exclusivo das polícias e no seu combate devem ser empregues todos os meios que permitam ir vencendo as batalhas diárias, de forma a que a guerra global contra o crime nunca se perca, como infelizmente acontece noutras partes do mundo", declarou este alto responsável, que é também oficial do Exército.
O comandante-geral da GNR defendeu, na mesma conferência, que "terminaram os "tempos" em que a "criminalidade violenta" era uma "excepção". "Hoje, encontra-se claramente no topo das preocupações da sociedade" portuguesa, asseverou. "Importa que no nosso país olhemos o futuro com prudência e cautela, porque o crime e a violência continuarão a fazer parte do nosso quotidiano em dimensão, grau de incidência e configuração que são imprevisíveis", concluiu.
Críticas ao mais alto nível
Na GNR, esta intervenção, publicada no DN, causou controvérsia. Numa reunião, realizada poucos dias depois, com todos os comandantes do País, generais e coronéis, alguns dos oficiais superiores manifestaram-se contra a posição assumida por Nelson Santos. Este alegou que as suas palavras estavam inseridas num determinado contexto - e distribuiu aos seus oficiais cópias de todo o discurso que proferiu. Percebendo que a polémica podia alastrar, o general emitiu ainda um comunicado interno para todo o dispositivo da guarda, com um link remetendo para o site da GNR, onde está um ficheiro com o seu discurso.
A Associação de Profissionais da Guarda (APG), a mais representativa desta força, viu com muito maus olhos o que leu. O presidente José Manageiro considera "muito graves" as declarações do comandante. A APG considera que "responsabilizar as Forças Armadas pela actividade policial seria, no mínimo, militarizar a segurança interna do País, o que seguramente os militares não desejariam, por estarem vocacionados, como estão, para a defesa e contra a agressão de inimigo exterior. A missão das Forças Armadas é bem distinta da exercida contra prevaricadores de ordem e tranquilidades públicas", diz José Manageiro ao DN.
Em defesa do comandante-geral vem o responsável máximo da Doutrina e Formação da GNR, general Carlos Chaves, igualmente oficial do exército. Num artigo que vai ser publicado na revista do Instituto de Defesa Nacional, diz que é "por demais evidente a necessidade de, em termos legais, se consubstanciar a cooperação entre as Forças e Serviços de Segurança e as Forças Armadas, visando o "combate conjunto e/ou combinado nas respectivas missões, às designadas ameaças ou agressões de natureza transnacional".
Este oficial dá como exemplo o caso de França, onde existe "um Conselho de Defesa e Segurança Nacional, presidido pelo Presidente da República", no qual militares e polícias definem estratégias conjuntas. Do seu ponto de vista "é desejável que a Assembleia da República dedique a este assunto a maior atenção e cuidado.
Mas a polémica da participação das FA em missões de Segurança Interna também é política. Com a nova legislatura, prestes a abrir, mandatada para rever a Constituição da República, até o actual ministro da Defesa, Severiano Teixeira, veio já sugerir que a entrega às Forças Armadas de missões de segurança fosse discutida na Assembleia. Os programas dos partidos ignoram a matéria, pelo que só nos próximos meses se descobrirá o final da história".


A senhora dona Valentina anda a subir na vida. A prosa que acima se transcreve foi publicada pelo DN de ontem com direito a chamada à primeira página com quatro colunas.


Tenho no entanto alguns receios. Será que a D. Valentina conseguiu entrar na vulnerável rede informática da Revista Segurança e Defesa? Se não foi assim como teve acesso a uma peça que ainda vai ser publicada por aquela revista? Mistério!!..


Na célebre reunião de generais e coronéis ninguém questionou o senhor general. Primeiro porque o pessoal não é de questionar, segundo por aquilo que me disseram a maior parte dos coronéis não conseguiu entrar porque não tinha convite....


No entanto agora fiquei mais descansado. A D. Marcelino informou o povo que afinal os países que os senhores generais querem copiar até são civilizados: França e Itália. Quem tem que se preocupar com este modelo é a PSP e a PJ. Quando eles perceberem vai ser lindo.


Afinal não é nada de novo. Mais doutrina branca do engenheiro angélico e do grande estratega santos.


Só que a coisa ia sair cara. Só para formarmos uns terroristas estilo Córsega e uns mafiosos de trazer por casa a coisa não é simples. Este estilo de polícia não foi criada como nos querem fazer acreditar os nossos generais para combater o crime transnacional mas sim o de trazer por casa...


Mas o melhor a fazer é baixar à Terra e termos noção das nossas competências. Vamos mas é apreender um peneireiro e levantar mais um auto por uma queimada, talvez outro num ferro velho. Afinal hoje a GNR serve para isto e pouco mais. O resto, basta ler a Lei da Organização da Investigação Criminal e ver quem tem as competências.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

OCTOBER FIVE


Todos os anos no dia 5 de Outubro, a élite política portuguesa que na altura tem a sorte de viver do Orçamento de Estado faz uma festa de arromba naquilo que já foi a capital do Império.

Logo de manhã, juntam-se numa varanda da Câmara uma quantidade de sujeitos engravatos que desajeitadamente tentam desfraldar a Bandeira Nacional. Felizmente para eles anda sempre por ali o senhor Zé, homem jeitoso de mãos, que num ápice faz aquilo que doutores e engenheiros não conseguem fazer no tempo disponibilizado pelo rigoroso protocolo.

Este ano o senhor professor de Boliqueime resolveu não ir Câmara, logo o senhor dos Açores e o outro senhor que nasceu no Porto e foi registado em Vilar de Maçada seguiram-lhe as pisadas e a nobre missão sobrou para um lisboeta com um ar exótico.

Exactamente o Dr. Costa, que de 2005 a 2007 fez o favor de pôr os Guardas a pedir, depois de lhes tirar os cartões da ADMG das esposas, e de os pôr a pagar para o citado sistema de saúde e para uns pseudo serviços sociais, além de lhes congelar os escalões. Só coisas boas!

Pois é este senhor agora, que quer ser equiparado a ministro, e quer honras militares prestadas pela GNR, na manhã do 5 de Outubro. Quer dar música de borla ao povo, quiçá para copiar o major valentão.

Segundo se consta os "hautes comandes" da organização estão a resistir de RCHM na mão, enquanto do outro lado "delicadamente" lhes acenam com as "precedências protocolares".

Da Praça do Comércio, um homem do avental já começou a fazer pressão alta e tenho um palpite que a coisa sempre vai meter batalhão e banda marcial.

E o doutor Costa já terá avisado: e se os gajos não vierem vem a tropa! E depois vão ver!

E eu cá não me admirava nada.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CALDEIRA..... CORTA, PARA FOGO!!!!


Nos jornais de hoje o ti Duarte volta a ser uma das principais figuras. E porquê? - perguntarão vocês!

Pronto, não perguntaram mas eu conto na mesma!

Alguns militares do GIPS da GNR, trataram sem paixão há dois ou três dias o 2.º comandante e um especialista bombeiro ambos do Vimioso, Viana do Castelo, acho eu.

E fizeram o quê os polícias-bombeiros?

Identificaram e trataram como perigosos pirómanos os dois bombeiros que lançaram o contra ataque a um fogo, com outro, completamente controlado, segundo conta aos jornais o senhor doutor bombeiro.

E disse mais! Aquilo que os bombeiros fizeram embora não sendo totalmente legal, e até é uma técnica que consta no manual utilizado na Escola Nacional dos Bombeiros!

Alto lá! - digo eu, então na escola ensinam os moços a praticar o mal?

Parece que não, a técnica existe, mas para ser utilizada é preciso preencher dezoito formulários e obter treze autorizações de especialistas, o que segundo o ti Caldeira é uma coisa muito burocrática e de difícil execução, por isso sempre que um comandante ou segundo queira, toca a queimar porque os especialistas somos nós.

Convém é não haver ninguém do GIPS por perto senão a coisa vai acabar mal.

E os bombeiros não se podem queixar! Estão avisados desde o início da colheita!

O tempo amadorismos já lá vai, hoje qualquer fogo que se preze tem sempre a tutela de meia dúzia de doutores e outos tantos engenheiros. Só lá faltam mesmo os arquitectos!

Até ver doutor Caldeira!