
E só este ano!
É este o número aterrador de suicídios de militares da GNR.
O último foi praticado hoje por uma militar a estagiar no Posto Territorial da Mealhada.
Que motivos podem conduzir uma jovem praticamente no início da sua vida a acabar com ela a tiro?
Parece-me que esta pergunta e muitas outras vão ficar durante muito tempo sem resposta.
Como é possível que o senhor General que comanda a Guarda desde Maio deste ano, ainda não tenha dirigido uma palavra de apreço e estímulo aos militares que tem sob a sua direcção, enquanto o telhado da Instituição desaba sobre os homens e as mulheres que a servem?
E o senhor ministro sempre tão solícito a apresentar qualquer viatura, programa, equipamento, também não tem nada a dizer?
Pelos vistos não! Pelo menos de bom, porque asneiras têm sido feitas a torto e a direito! E os militares têm dado por elas! Na sua carteira e na sua qualidade de vida! E o resultado está à vista!
Para quando o tal horário de referência prometido há ano e meio? Saberão as pessoas que os militares da Guarda têm um dia de folga depois de trabalharem sete consecutivos? E que têm um fim de semana de cinco em cinco semanas? E que têm um horário completamente em roda livre? E que quase ninguém importante na estrutura de comando se importa com isso? E que ao mais pequeno erro ou omissão e têm o Regulamento de Disciplina à perna?
Solução para terminar com os suicídios?
A peregrina ideia de fazer a "autópsia psicológica ao suicídio", interrogando os familiares e amigos daqueles que se foram.
Se este assunto não fosse tão trágico até dava vontade de rir!
E o melhor, neste caso acho que o pior, ainda está para vir se verificarmos de que forma vão decorrer as provas do actual concurso de admissão!!!!
Mas este assunto fica para uma próxima postagem.


4 comentários:
Gostei de uma coisa que li e que foi escrita por um expert na matéria. Segundo ele cada um mata-se com aquilo que tem à mão, os médicos e enfermeiros com medicamentos, os guardas e polícias com armas.
Isso já nós sabemos, nem é preciso estudar.
Precisa-se é de um estudo sério sobre o porquê? Mas parece-me que alguém tem medo da resposta.
Se foram tão solícitos a contratar uma empresa externa para começar o processo de reestruturação e reorganização das forças de segurança também o poderiam fazer para estudar este problema.
Isto porque, como dizia alguém, os psicólogos da Polícia e da Guarda trabalham para e a Polícia e para a Guarda e não para os polícias e para os guardas.
Enquanto o exército de desiludidos que enchem a fileiras das forças de segurança se vai suicidando, os responsáveis vão aguardando pelo resultado da autópsia psicológica do suicídio.
Embora não tenha competência para efectuar autópsias psicológicas de suicídios, posso deixar aqui algumas pistas para o que está a acontecer, designadamente: vencimentos baixos, horários extenuantes (que degeneram em distúrbios de sono, e que afecta a nível físico, emocional e fisiológico), falta de reconhecimento do seu trabalho quer pela sociedade quer pela estrutura onde estão inseridos tanto ao nível de vencimentos como de apoio, sentimento de perseguição por essa mesma estrutura, afastamento da família quer se encontrem longe dela ou perto, falha na detecção de problemas no acesso, falta de esclarecimento aos candidatos sobre aquilo que efectivamente os espera.
ISTO NÃO É UMA NUVEM PASSAGEIRA. O SUICÍDIO É CONTAGIOSO, POIS UM ACTO SUICIDA, DE UMA OU MAIS PESSOAS, INFLUENCIA OUTRAS NAS MESMAS CONDIÇÕES A COMETEREM OU A TENTAREM COMETER O SUÍCIDIO.
POR ISSO PODEMOS ESTAR PERANTE UMA REACÇÃO EM CASCATA.
POR FAVOR TOMEM MEDIDAS!!!!!
o assunto é grave, e não perguntam a quem lida de perto com esses militares o que se passa. perguntam à chefia, que está no castelo, rodeada de seguranças e com agendas muito completas. não têm tempo, (nem querem, problemas não). O nível de ablitações dos militares que entram é cada vez maior, e mesmo os que já cá estão já não são gente da terra, do tempo do garrafão e da bota alta. quando olham para as nossas chefias, preocupadas com a tal autópsia psicológica, e com a carreira e com os louvoures, para quem está desmotivado não algura melhora nenhuma. pois dessa chefia só espera duas coisas, pressão para trabalhar cada vez mais não interessa em que condições, e um processo para quem mostre o seu desagrado, assim o chefe mostra que é um verdeiro disciplinador.
quanto ao nosso ministro, quem pariu um C.P.P. daqueles...
Fico muito triste que até este momento um assunto desta importância apenas tenha dois comentários.Se calhar só para mim e para mais meia dúzia de alucinados é que o mesmo será importante, enquanto o resto do pessoal vai assobiando para o ar.
É caso para dizer...ninguém faz nada???
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