
"Se em cada cem imigrantes que entram em Portugal um for mau, é mais uma pessoa que pode desenvolver actividades criminosas no País. A esmagadora maioria dos imigrantes é gente honesta, mas é um facto que têm entrado no País pessoas com uma cultura de violência e uma noção do valor da vida humana diferentes das nossas." O Tenente-General Leonel de Carvalho explica assim ao CM as razões de identificar a imigração como uma das causas do aumento da criminalidade violenta e do crime organizado em Portugal – ideia expressa numa entrevista concedida ontem à Antena 1.
"Esta é apenas uma de muitas razões para este aumento, mas é um facto que há uma percentagem destes crimes violentos que tem a ver com estrangeiros", diz ao Correio da Manhã o secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, apontando como exemplos casos de assalto – com sequestro de duas pessoas na agência do BES em Lisboa, o roubo ao ourives de Setúbal baleado mortalmente ou o assalto a uma carrinha de valores na A2, em que foram usados explosivos e armas de guerra.
Leonel de Carvalho diz serem fundamentais as operações policiais que têm vindo a ser postas em prática "nas fronteiras e em locais onde possam estar estrangeiros em situação ilegal".
Outra ideia defendida por Leonel de Carvalho é a redução do limite de idade para internamento em centros educativos, de jovens que cometam delitos, para os 12 anos, em vez dos actuais 14.
"Os jovens estão hoje muito mais expostos a comportamentos de risco e a lei deve reflectir esta mudança". Para o responsável, o internamento em centros que lhes permitam, a jovens delinquentes, desenvolver capacidades sociais e profissionais protegendo a sociedade dos efeitos da delinquência "deve poder ser implementado a partir dos 12 anos".
O Tenente-General Leonel de Carvalho diz que a criminalidade em geral e a violenta desceram "significativamente" no mês de Setembro, invertendo a tendência de crescimento de cerca de 15 por cento no crime violento que se verifica desde o princípio do ano. O General explica melhoria com a "eficácia das acções policiais."
"Os jovens estão hoje muito mais expostos a comportamentos de risco e a lei deve reflectir esta mudança". Para o responsável, o internamento em centros que lhes permitam, a jovens delinquentes, desenvolver capacidades sociais e profissionais protegendo a sociedade dos efeitos da delinquência "deve poder ser implementado a partir dos 12 anos".
O Tenente-General Leonel de Carvalho diz que a criminalidade em geral e a violenta desceram "significativamente" no mês de Setembro, invertendo a tendência de crescimento de cerca de 15 por cento no crime violento que se verifica desde o princípio do ano. O General explica melhoria com a "eficácia das acções policiais."
Conde Rodrigues, secretário de Estado adjunto e da Justiça, anunciou ontem que, em 2009, serão feitos ajustamentos à lei tutelar educativa, que define as condições de internamento de jovens delinquentes com 14 e 15 anos, mas não quis concretizar as alterações.
A procuradora-geral Adjunta Joana Vidal comentou ontem o anúncio de alterações à lei tutelar educativa lembrando que "as alterações legislativas resolvem pouco se não houver estruturas para as aplicar".


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