
Imaginemos uma grande Organização com quase vinte e cinco mil funcionários.
Destes, cinco mil podem ser promovidos no ano de 2010: há dinheiro, vagas, tudinho o que é preciso.
No entanto, por absurdo, as dificuldades para começar os processos são imensas. Gente há que está há três anos à espera do comboio. Maldita inércia!
Parece que agora os compadres se zangaram e o caldo entornou! O mais forte mandou vir o Nero, e fez na hora, o outro passar a inspecionar!
A tropilha anda curiosa para saber o que se passou. Férias, papéis por assinar, vontade de chegar à reforma, a curiosidade aumenta e a contra informação campeia.
E no entanto, cinco mil continuam sem ver o padeiro. Ou micando "O homem que via passar os comboios".
Esta postagem de hoje parece o guião de um filme do mestre Manoel de Oliveira.
Para me fazer perdoar vou contar uma anedota sobre a palavra inércia, que me foi contada há uns anos, andava eu a estudar para engenheiro, por um professor de Tecnologia, que gaguejava um bocadito.
No autocarro, um jovem estudante seguia de pé. Mirava com um apetite guloso o traseiro de uma jovem companheira de aulas que seguia dois metros ao lado.
De repente o autocarro travou. O estudante (des)prevenido, atirou uma das mãos ao segurador e a outra ao sim senhor da fofinha que gritou irada:
- O que foi isso meu parvo?
- Foi a inércia, colega, que me projectou para cima de ti - não tive a culpa!
- Ah não? - e estalada na tromba!
- O que foi isso pá?
- Desculpa lá pá, não tive culpa, foi a força centrifuga que guiou a minha mão.
Risota geral no amarelo...
Se não acharem piada, leiam isto a gaguejar. Pode ser que melhore.








