
Com a devida vénia da senhora dona Valentina Marcelino e do Diário de Notícias, não posso deixar de partilhar com vocês este naco de prosa publicado em 29 de Maio de 2010.
Espero não infringir nenhuma lei do copie raite.
"O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, vai contratar um oficial superior do Exército, general Carlos Henrique Chaves, para seu "assessor técnico". Esta é pelo menos a justificação oficial dada por fonte autorizada do gabinete Coordenador de Segurança, que confirmou ao DN esta informação. "Estão a decorrer os mecanismos formais necessários à contratação para assessoria técnica", declarou a fonte oficial.
Esta notícia surge numa altura em que, numa análise à operação de segurança montada para a visita de Bento XVI, realizada na semana passada no Gabinete Coordenador de Segurança, presidido por Mário Mendes, a coordenação com as Forças Armadas foi assumida como "ponto fraco" da organização.
Mas a chamada deste general está a levantar alguma polémica nos bastidores das forças policiais. Há quem interrogue: estará o "superpolícia" a preparar a sua sucessão?
As leituras políticas são, logo à partida, inevitáveis. Principalmente, tendo em conta o curriculum político deste general. Próximo do PSD - foi porta-voz oficial e chefe de gabinete de Fernando Nogueira e é sabido ser do inner circle de Cavaco Silva - com vista às previsíveis alterações do ciclo político.
Algumas fontes das forças de segurança manifestaram ao DN o seu desagrado. Recorde-se que, no anterior sistema de segurança interna, era também um general, Leonel Carvalho, que dirigia o Gabinete Coordenador de Segurança (GCS). Embora tivesse competências mais reduzidas, a presença de um oficial supeior do Exército a coordenar forças policiais nunca foi bem aceite.
Interpretações políticas e "anti-corpos" militares à parte, a verdade é que, tecnicamente, Carlos Chaves tem um know-how muito importante na área da formação, e esse facto, aliado à sua experiência e conhecimentos dos recursos, humanos e materiais, na área das Forças Armadas, foram determinantes para ser escolhido.
Carlos Chaves foi até ao dia 17 deste mês - data em que passou à situação de reserva, por limite de idade - o comandante do Comando da Doutrina e Formação da GNR, o número 3 da hierarquia.
"O general Chaves é um homem de grande experiência, tem toda a filosofia de uma força de segurança, no caso de gendarmerie, que pode ser muito útil ao gabinete do conselheiro Mário Mendes, uma vez que uma das suas competências é precisamente a coodenação de acções conjuntas das forças de segurança", lembra José Manuel Anes, presidente do Observatório de Segurança Interna, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT). Anes considera a escolha "uma mais valia importante para fazer a ponte entre as polícias e as Forças Armadas".
Estar na reserva facilitou a sua contratação. Mário Mendes só terá de lhe pagar um terço do salário previsto para o cargo de assessor".
P. S. Daqui a dois ou três dias farei aqui por aqui um comentário a esta aquisição.


7 comentários:
Bom dia! Visitem http://police.pt.vu/
Quem vai ter coragem de fazer comentários????????
Este "General laranja" não é aquele que, subalternamente assessorado, desencadeou um processo ...com contornos e espaço mediático "esquisitos" na EPG e depois andava com "segurança pessoal" cedida pelo seu cunhado, á revelia do CG?
Talvez a melhor colocação para ele fosse como IGAI... ou não???
Faço eu!!!!!!!!!
Isto faz parte do processo de ascensão da vertente militarista pura e dura, dentro da GNR e da sua tentativa de sobrevivência no contexto da segurança em geral.
Os sinais são mais que muitos, vou apontar apenas alguns. Basta olhar para as referências que são feitas no site www.operacional.pt ao dia da Guarda, onde é apenas focalizado tudo aquilo que está mais conexionado com vertente militar desta força de segurança. Ainda neste site é efectuada uma abordagem à segurança e à investigação criminal, onde se vai buscar o exemplo francês, esquecendo-se deliberadamente que em França também existe uma força de segurança de natureza militar (Gendarmerie), para assim procurar um conjunto de justificações muito a gosto do autor do artigo e dos seus apaniguados. Depois as mensagens anónimas que começaram a circular onde se afirma que no futuro a GNR ficará com a UI, a USHE e UCC, ao que se juntarão as forças similares da PSP; do resultante sairá a nova PN (Polícia Nacional). Mas também a ida do ilustre General para assessor do SG Segurança Interna é um reflexo disso, não sendo por acaso que foi o Dr. Mário Mendes quem fez o prefácio do novo livro do Cor. Gervásio Branco.
Palavras para quê??????????
Anónimo
Alguns comentários com algum interesse não podem ser publicados...
Tenho medo que me penhorem um terço do vencimento ou me façam pior!
Peço que façam as coisas com alguma inteligência omitindo o nome das personagens mas dando a conhecer os seus doutos pensamentos.
O sr.º dono de S.P.Sul é mesmo uma máquina.As diabólicas estórias da epg já ficaram esclarecidas?Andaram para lá com umas cartas anónimas, que ele mandou afixar, como se fosse o calendário das vacinações e pelos vistos, "tudo o vento levou"....eu a pensar que um dia destes ia vê-lo em N.º1 e fintou-me....foi de mestre, típica jogada de político, agora vai ficar a pergunta: o que vem a seguir????o céu?o paraíso?.....vai-se lá saber....Já agora, tou curioso em ler o livro do GB,tenho é de ver se o posso sacar da net, não vou dar dinheiro a ganhar a pessoas que têm estas ideias malucas....recentemente foi apresentado um livro de um sr.º capitão que não sei o nome, onde relata as histórias do Iraque, no entanto não me recordo que a apresentação do mesmo tenha sido lá no convento com direito a OCS.....Isto é deles......qualquer dia olho p/o espelho e tou de camufulado e a fazer serviço em Santa Margarida....
Jacaré!
Então agora os Sindicatos da PSP e GNR estão com medo da tropa?
Só agora???
Têm estado a "dormir"...
Mas têm razões para se preocuparem, mais até do que imaginam...
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