quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

QUEM SERÃO OS JUDAS SENHOR???


Por mor de um estapafúrdio novo regime remuneratório está previsto para breve o início do Curso de Aperfeiçoamento de Adultos Inventores Criativos.
Não posso por este motivo deixar de partilhar com vocês esta divertida parábola, e esperar que alguém descubra quem são os Judas que existem entre nós e deixaram a nobre Instituição no deplorável estado em que ela se encontra.

“Jesus, muito preocupado, chama os seus discípulos e apóstolos (agora chamam-se adjuntos e assessores), para uma reunião de emergência, devido ao alto consumo de drogas na Terra que era preciso combater. Depois de muito pensar, chegaram à conclusão de que a melhor maneira de acabar com a situação e resolvê-la definitivamente, era provar a droga eles mesmos, e depois tomar as medidas adequadas. Decide-se que uma comissão de apóstolos desça à Terra e recolha diferentes drogas. A operação secreta entra em marcha e, impaciente, Jesus espera à porta do Céu. Alguns dias depois, os apóstolos começaram a chegar:
- Quem é?
- Sou o Paulo.
Jesus abre a porta:
- E o que trazes, Paulo?
-Trago haxixe de Marrocos.
- Muito bem, filho. Entra!
- Quem é?
- Sou o Marcos!
- E o que trazes, Marcos?
-Trago marijuana da Colômbia.
-Muito bem, meu filho. Entra!
-Quem é?
-Sou o Mateus.
- E o que trazes, Mateus?
-Trago cocaína da Bolívia.
-Muito bem, filho. Entra!
-Quem é?
-Sou o João!
-E tu, o que trazes, João?
-Trago crack de Nova Iorque.
- Muito bem, filho. Entra!
- Quem é?
- Sou o Lucas.
- E o que trazes, Lucas?
- Trago speeds de Amesterdão.
- Muito bem, filho. Entra!
- Quem é?
- Sou o Judas.
Jesus abre a porta:
- E tu, o que trazes, Judas?

- O NIC-D DA GNR! TODOS NO CHÃO! E TU TAMBÉM, Ó CABELUDO!!! AGORA É QUE VÃO VER COM QUANTOS PAUS SE FAZ UMA CANOA!!!

Belos tempos aqueles!!!!"

5 comentários:

Anónimo disse...

Apesar de ser um grande apreciador do que escreve, nunca tive a ousadia de aqui fazer qualquer comentário, gosto mais de ler e ouvir, até porque como muitas vezes já referi aos que me conhecem, a investigação na GNR já não é a minha "guerra".
A investigação pela qual me apaixonei fazia-se com uma grande dose de "carolice" à muitos anos atrás, depois entrámos nos primeiros anos da última década e fizémos aquilo que poucos acreditavam, começamos a especializar os nossos homens e mulheres, começamos a dar "cartas" e provas de grande humildade e profissionalismo junto das autoridades judiciárias, fomos elogiados pelo trabalho que faziamos nas mais dificeis comarcas do pais a nivel de criminalidade (ex. Sintra), cometemos erros, mas outros que nos levam muitos anos de avanço na investigação e que trabalham com outros meios também os cometem e depois o que é que nos lembrámos de fazer, uma coisa simples, destruir toda uma estrutura e perder créditos junto das autoridades judiciárias e da opinião pública, se era isto que pretendiamos, bravo conseguimos.
Numa reunião de Comandos em que participei já não como investigador, mas como comandante de posto, perguntei para que serviria e o que era o NAO, até hoje estou à espera da resposta, mas como já disse anteriormente, esta já não é a minha "guerra".
Mas como gosto e muito desta instituição, fico preocupado com o caminho que estamos a traçar.
Jacaré, a rábola retrata de forma perfeita o que é a falta de investigação de crimes de droga e por consequência dos crimes contra o património em todo o nosso dispositivo.
Tenho pena, muita pena!

Anónimo disse...

Efectivamente caro anónimo os nao são 120 artistas que por aí andam a passear.
Com a IC que se faz ao nível dos CT não haia necessidade.
Talvez haja necessidade de uma estrutura que investigue processos de dois ou mais destacamentos....

Alegre Pensador

Anónimo disse...

Como eu te entendo "Anónimo", como percebo a tua mágoa, e sei do que falas e o que sentes...
Mas esse tempo passou, e o que vejo? Apenas o desnorte, a falta de estratégia, o rumo, ou seja, a tão falada acção de comando...
Nesta rábula só falta a S. Apolónia, só ela nos pode ajudar, recolhendo os seus "inquilinos" que teimam em "aboletar-se" no Carmo, qual casa da sogra...
Olhem para além do óbvio e descubram o que motiva a chamada "cadeia de comando"...
E tu, meu caro anónimo, não desanimes, eles não conseguem acabar com a Guarda, embora se esforcem por isso..

Anónimo disse...

Fiquei bastante contente com este Post,não pelo seu conteúdo, que diga-se de passagem, tá excelente, mas sim com o facto de voltar a ouvir falar do NICD. Será saudosismos?!Talvez...
O comentário anterior diz tudo, destruição por completo da estrutura da ic, os cucos estavam a ficar bem lá atrás, havia uma ou duas EIC que estavam quase lá,mas da forma como a estrutura estava organizada, dificilmente chegariam ao nosso nível. Mas não posso deixar de falar dos senhores da Capital, sim aqueles da Gomes Freire, para eles deviamos ser uma pedra no sapato....alguns ainda tinham a hombridade de bater à porta e pedir ajuda (informações, contactos), que de imediato era atendida,mas havia outros a quem o "canudo" impedia de se socorrerem das carolices dos guardilhas.Em tempos, houve alguém que me disse que os culpados do NICD ter acabado, era dos investigadores, sim dos investigadores, porque "metiam a mão" onde não eram chamados.
Mas à parte de tudo isso,foi com grande pena que vi ser extinto o NICD.Ainda recentemente, numa deslocação a um julgamento, reencontrei uns quantos Of. de justiça com quem trabalhavamos,quando os questionei relativamente à situação do tráfico de estupefacientes, eles diziam que pouco se está a fazer e que sentem a falta daquela motivação que nós transmitiamos quando pretendiamos uma intercepção ou uma busca em tempo recorde, em que eles próprios pegavam nos processos e só os largavam quando os devolviam já com a assinatura do JIC e com o selo branco, isso sim era investigação criminal. Foi bom fazer parte dessa grande equipa.Aquando da extinção do NICD, pensei que nos 6 meses seguintes ia aparecer alguém com visão alargada e alterasse o rumo das coisas,mas infelizmente não aconteceu e continua a haver 3 investigadores para investigar crimes de droga numa população de mais de 100 mil pessoas.
Num curso de investigação o TC Albano Pereira perante a normal contestação de falta de meios disse: "rapazes, agora que isto tá em marcha vamos desistir? querem desistir?" Passados sete anos a minha resposta é: JÁ DESISTI.......

maisum disse...

Temos de ver duas coisas, enquanto na extinta BT eram cerca de 3200 militares, e esses fartavam-se de multar e enfiar dinheiro nos cofres do estado (e noutros que me recuso a comentar) os investigadores do NICD eram poucos e para o serviço que faziam, de acordo com muitos comandantes davam muita despesa. Por isso a volta do nicd é pouco provavel ao contrário da volta da extinta BT. Seja como for DESISTIR é uma palavra que não está no meu dicionário nem poderá estar no dicionário de nenhum Guarda. Como diz o ditado " Pedras no meu caminho? Guardo-as todas, com elas contruirei um castelo"; é isso que teos de fazer.
"o tangas"