quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

DESCONHEÇO!!!!


Aqui um ano destes andava eu a estagiar para ser segundo sargento, numa aldeia do Alentejo profundo, quando conheci um comandante de Posto com alma de filósofo que passava grande parte do seu dia a pensar no que seria a Guarda do futuro. Também havia pouco mais que fazer!

Dizia-me ele com aquele ar de superioridade intelectual de quem de aturar um estagiário a maior parte do dia:

- "Meu rapaz, não tenhas pena do zé guarda. Ele é o bicho mais fino que existe à superfície da terra".

"Mas - queria ripostar eu - os homens fazem 24 horas de plantão e depois, antes de irem para casa ainda fazem uma patrulha de 4 horas"...

- "É para bem deles, é para desentorpecerem as pernas, não vês o Zé Mourinho, faz o mesmo aos jogadores do Porto. Depois do jogo ainda vão correr um bocado. Para bem do corpo! É dos livros meu rapaz"!

Vem este naco de prosa, a talhe de foice, para me recordar que uma das expressões, que mais detesto no zé guarda é a tal de "desconheço!!!, muito em voga na Instituição quando a alguém se faz uma pergunta que pensava eu, se tinha o dever de saber a resposta na ponta da língua.

Espero bem que ninguém tenha patenteado a expressão pois vou eu tentar fazê-lo amanhã.

Tenho um palpite que vou ganhar mais dinheiro com os direitos de autor desta expressão que o Nobel com a dinamite.

Um destes dias foi o Loureiro que desconhecia ter trabalhado para o BPN, ter feito uma série de vigarices com as "ofe xores" e por aí fora. Depois foi o Rendeiro que desconhece onde estão milhões de euros que agiotas, clientes do BPP, lhe deram para ele fazer o milagre da multiplicação.

Ontem foi o nosso primeiro "him self", que dizia desconhecer que a Caixa tinha comprado uns sacos de cimento por 60 milhões de euros. E dizia desconhecer e que nem sequer era obrigado a conhecer. Por sorte no dia de Carnaval tinha lido os jornais e tinha sabido da coisa!

Já parece o comandante de Posto quando ali chega às oito e meia e pergunta ao Atendimento se a noite esteve calma.

- "Desconheço, meu primeiro, ninguém me transmitiu nada"....

Um homem começa a ficar nervoso logo pela manhã. E com razão acho eu. Ou talvez não, também acho eu!

Mas acho que sou um tipo demasiado preocupado por natureza. Tenho de me deixar deste pessimismo atroz que me cansa a beleza e me tira o "glamour".

Hoje na Instituição ninguém sabe nada de nada, nem sabe tão pouco como as coisas funcionam. Vão andado ao sabor de ventos e marés! E o pior é que os principais timoneiros, (quando chegará o primeiro marinheiro estrelado?), nem têm ideia de como é que a coisas vão funcionar no futuro. Se é que alguma vez vão funcionar.

Estão iguaizinhos aos Atendimentos que por esse país fora lutam pela vida tentado fazer as cem horitas que lhes darão direito ao suplemento. Ou quarenta se forem da secretaria!!!

O que interessa é ser Director para no fim do mês "perceber" como tal.



P. S. - Peço aos meus amigos da PSP que não me apreendam o blogue. A fotografia é de um quadro de Picasso. Não tem nada a ver com o Sá Leão.

12 comentários:

Anónimo disse...

http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/02/25/lancha-da-gnr-sem-cartao-de-abastecimento

ESTA É MESMO DAS CALDAS CARAÇAS.

Anónimo disse...

O DESMANTELAMENTO DA MAIOR INSTITUIÇÃO MILITAR E POLICIAL DE PORTUGAL

A recente reestruturação das forças policiais (GNR, PSP e PJ) veio acentuar a militarização da segurança e polícia em Portugal, veja – se o caso da PJ que passou a articular – se em Unidades. Na Guarda o acentuar do militar em detrimento do polícia caracterizou – se com a chegada às estruturas superiores de comando de oficiais puramente militaristas do Exército, com o apoio de alguns oficiais da Guarda
que sempre defenderam a Guarda como 4.º ramo das Forças Armadas (FFAA) e com
menores funções policiais.
Entre os oficiais da Guarda que defendem que esta vertente estão alguns coronéis e tenentes – coronéis do CFO, com ligações à velha guarda (das polainas, do capote e da camisa verde) e alguns oficiais de sangue azul (com tradição familiar militar ou defensores da causa militar) com formação na Academia Militar (AM), isto nas palavras de um conselheiro militar altamente colocado. Segundo esse conselheiro a esmagadora maioria do oficias da Guarda formados na AM não passam de traidores à causa militar pois privilegiam a Guarda policial em prejuízo da Guarda
militar e como tal têem que pagar por essa traição, sendo retardados, ou mesmo impedidos, na ascensão a oficiais generais. Para isso foi traçado, pelo lóbi das FFAA, em especial do Exército, 3 cenários:
1. CENÁRIO I – A GNR e a PSP são extintas e é criada uma Policia Nacional (PN), de natureza civil, e como os oficiais da PSP, formados no Instituto Superior de Policia, já ocupam postos superiores aos oficias da Guarda, formados na AM, seriam estes a ocupar os lugares de cúpula na estrutura da PN o que iriam retardar a ascensão dos oficias oriundos da Guarda.

Este cenário é o que mais agrada ao lóbi das FFAA pois, fazia com que estas tivessem um papel importantíssimo na segurança nacional através de uma Guarda Costeira no seio da Armada, constituída pela actuais UCC/GNR e pela Polícia Marítima, e de uma Policia Militar no seio do Exército, constituída pelas actuais UI/GNR e USHE/GNR para actuar como retaguarda da PN, em caso de incapacidade desta, ou em missões internacionais (aqui acabava a oposição da Guarda às FFAA nestas missões). Os oficiais da velha guarda e de sangue azul como compensação transitavam para as FFAA para comandar a Guarda Costeira e a Polícia Militar.

2. CENÁRIO II – A Guarda é reduzida a uma Guarda Nacional, como 4.º ramo das FFAA, e nesse sentido a actual estrutura territorial, incluindo SEPNA e Investigação Criminal (IC), a UNT e a UAF fundiam – se com a PSP na PN, e mantinha – se o panorama mencionado no 1.º parágrafo do Cenário I, ficando a GNR unicamente com as actuais unidades mais militarizadas (UI, USHE e UCC) e de comando de oficial general. Ou seja as FFAA mantinham-se até ao fim e quando os oficias da AM acendessem ao generalato eram premiados os de sangue azul. A Guarda recebia, ainda, a actual UEP/PSP ou, as suas funções.

3. CENÁRIO III – A Guarda é transformada numa força policial de segunda categoria, como polícia rural, assim a PSP ficava com todas a cidades de média dimensão actualmente policiadas pela Guarda (Fafe, Felgueiras, Penafiel, Albufeira, Loulé, Moita, Fátima ….), a UAF regressa ao Ministério das Finanças, a UCC para a Armada e as atribuições da IC da Guarda passam para a PSP. Este é o cenário de recurso.

Actualmente assiste – se a algumas vinganças às unidades que afrontaram os lóbis militares e poderosos e em que os majores–generais não tinham grande controlo sobre o efectivo dessas unidades devido à sua dispersão territorial como eram os casos da BF e da BT. Assim essas unidades foram desmanteladas e substituídas por outras mais pequenas e centralizada de forma a serem melhor controladas. UAF 6 Destacamentos e 456 militares. UCC 6 Destacamentos e 13 Subdestacamentos. UNT 2 Destacamentos e 172 militares.
O desmantelamento das BF e da BT, bem como das outras unidades, foi para provocar alarido e descontentamento entre as fileiras de forma a transparecer que a Guarda é uma força indisciplinada e como tal um perigo para a soberania nacional, pelo que esse perigo terminará com a sua extinção.
Com a revolta da ex. BT a PSP está a propor ao MAI a criação de uma Brigada Nacional de Trânsito. Ou seja, esta reestruturação, congeminada no IESM, foi feita para acabar com a Guarda.

Anónimo disse...

No tempo do Zé Mourinho no FCPorto, já os serviços de 24 horas tinham acabado há mais de 5 anos!!!

zé tuga

Anónimo disse...

No tempo do Zé Mourinho no FCPorto, já os serviços de 24 horas tinham acabado há mais de 5 anos!!!

zé tuga

Anónimo disse...

no tempo do José Mourinho no FCPorto, já os serviços de 24 horas com mais 4 de patrulha tinham acabado há mais de 10 anos, não???

zé tuga

O Jacaré 007 disse...

Caro zé tuga,
era mesmo para ver se o pessoal estava atento.
Queria dizer no tempo do Zé Maria Pedroto, homem!

Caro KGB
para mim qualquer cenário serve.
Você só se esquece de uma coisa.
Hoje os dirigentes máximos da PSP, seriam todos oficiais generais do exército, se lá tivessem ficado claro.

Anónimo disse...

eu logo vi...mas agora andas a invocar simbolos do grandioso FCPorto???

zé tuga

Pintarolas disse...

Eis o original e sem manipulações:

O DESMANTELAMENTO DA MAIOR INSTITUIÇÃO MILITAR E POLICIAL DE PORTUGAL

Caros camaradas é lamentável dizê-lo, mas adivinha-se o fim da Guarda! A nossa querida instituição está a ser invadida por oficiais do Exército, que sem princípios, ''vendem'' ao desbarato a Guarda.
A recente reestruturação das forças policiais (GNR, PSP e PJ) veio acentuar a militarização da segurança e polícia em Portugal, veja – se o caso da PJ que passou a articular – se em Unidades.
Na Guarda o acentuar do militar em detrimento do polícia caracterizou – se com a chegada às estruturas superiores de comando de oficiais puramente militaristas do Exército, com o apoio de alguns oficiais da Guarda que sempre defenderam a Guarda como 4.º ramo das Forças Armadas (FFAA) e com menores funções policiais.
Actualmente assiste – se a algumas vinganças às unidades que afrontaram os lobbys militares e poderosos e em que os majores – generais não tinham grande controlo sobre o efectivo dessas unidades devido à sua dispersão territorial como eram os casos da BF e da BT. Como é sabido essas unidades foram desmanteladas e substituídas por outras mais pequenas e centralizada de forma a serem melhor controladas: UAF 6 Destacamentos e 456 militares. UCC 6 Destacamentos e 13 Subdestacamentos. UNT 2 Destacamentos e 172 militares. O desmantelamento das BF e da BT, bem como das outras unidades, foi para provocar alarido e descontentamento entre as fileiras de forma a transparecer que a Guarda seria uma força indisciplinada e como tal um perigo para a soberania nacional, terminando esse perigo com a sua extinção.
Com a revolta da ex. BT a PSP está a propor ao MAI a criação de uma Brigada Nacional de Trânsito. Ou seja, esta reestruturação, congeminada no IESM, foi feita para acabar com a Guarda.
Entre os oficiais da Guarda que defendem a militarização e consequente fim da Guarda nos moldes em que hoje a conhecemos, estão certos Coronéis e Tenentes – Coronéis do CFO, com ligações à velha guarda (das polainas, do capote e da camisa verde) e alguns oficiais de sangue azul (com tradição familiar militar ou defensores da causa militar) com formação na Academia Militar (AM), isto nas palavras de um conselheiro militar altamente colocado. Segundo esse conselheiro a esmagadora maioria do oficias da Guarda formados na AM não passam de traidores à causa militar pois privilegiam a Guarda policial em
prejuízo da Guarda militar e como tal têem que pagar por essa traição, sendo retardados, ou mesmo impedidos, na ascensão a oficiais generais.
Para isso foi traçado, pelo lobby das FFAA, em especial do Exército, três cenários:
CENÁRIO I – A GNR e a PSP são extintas e é criada uma Policia Nacional (PN), de natureza civil, e como os oficiais da PSP, formados no Instituto Superior de Policia, já ocupam postos superiores aos oficias da Guarda, formados na AM, seriam estes a ocupar os lugares de cúpula na estrutura da PN o que iriam retardar a ascensão dos oficias oriundos da Guarda.
Este cenário é o que mais agrada ao lobby das FFAA pois, fazia com que estas tivessem um papel importantíssimo na segurança nacional através de uma Guarda Costeira no seio da Armada, constituída pela actuais UCC/GNR e pela Polícia Marítima, e de uma Policia Militar no seio do Exército, constituída pelas actuais UI/GNR e USHE/GNR para actuar como retaguarda da PN, em caso de incapacidade desta, ou em missões internacionais (aqui acabava a oposição da Guarda às FFAA nestas missões). Os oficiais da velha guarda e de sangue azul como compensação transitavam para as FFAA para comandar a Guarda Costeira e a Polícia Militar.
CENÁRIO II – A Guarda é reduzida a uma Guarda Nacional, como 4.º ramo das FFAA, e nesse sentido a actual estrutura territorial, incluindo SEPNA e Investigação Criminal (IC), a UNT e a UAF fundiam – se com a PSP na PN, e mantinha – se o panorama mencionado no 1.º parágrafo do Cenário I, ficando a GNR unicamente com as actuais unidades mais militarizadas (UI, USHE e UCC) e de comando de oficial general. Ou seja as FFAA mantinham-se até ao fim e quando os oficias da AM acendessem ao generalato eram premiados os de sangue azul. A Guarda recebia, ainda, a actual UEP/PSP ou, as suas funções.
CENÁRIO III – A Guarda é transformada numa força policial de segunda categoria, como polícia rural, assim a PSP ficava com todas a cidades de média dimensão actualmente policiadas pela Guarda (Albufeira, Loulé, Fafe, Felgueiras, Penafiel, Moita, Fátima ….), a UAF regressa ao Ministério das Finanças, a UCC para a Armada e as atribuições da IC da Guarda passam para a PSP. Este é o cenário de recurso.

Caro camarada se tens receio pela tua própria segurança em ter um país totalmente policiado pela PSP, alia-te a esta luta, temos mostrar ao país que somos uma força dedicada e disciplina, mas não acomodada.

VIVA A GUARDA NACIONAL REPUBLICANA
MILITARES PELA LEI E PELA GREI

O Jacaré 007 disse...

Ao zé guarda,
o meu amigo deve ser o guarda tipo "desconheço".
Aqui aceitam-se todos os comentários decentes, sem odores de bufaria e ofensas pessoais, como o seu de ontem e como o de hoje.
Já agora, se há sítios com democracia na Guarda são os locais onde eu trabalho, por isso caro senhor vá postar noutro lado, ou melhor, faça um blogue seu...
É que sabe, isto dá muito trabalho e pode dar muitas chatices.
É preciso tê-los no sítio.

O Jacaré 007 disse...

Caro Zé Tuga,
sabias que o grande símbolo do FCP, Zé do Boné, era conhecido pelo senhor 25%?
Disseram-me que era porque nessa altura todas as transferências de jogadores a Norte do Mondego tinham de pagar uma comissão daquele valor ao senhor em questão...
claro que eu não acredito nisto, mas que as más línguas o diziam isso é certo... mas eu disso já não me lembro, estava internado no Nuno Álvares em Tomar, e lá nem telefonia....

O Jacaré 007 disse...

Vejam lá de uma vez por todas se se organizam pessoal...
Afinal qual é o original do documento? E já agora digam lá qual é o fórum onde isto se discute....

O Jacaré 007 disse...

Essa da PSP querer uma Brigada Nacional de Trânsito não lembra ao diabo... mas pronto...