terça-feira, 7 de outubro de 2008

O INVESTIGADOR CRIMINAL



Em virtude de requerimento, participação, informação de fonte acreditada, denúncia que mereça crédito, queixa, ordem, auto de notícia ou simples rumor público, o investigador procu­ra, por todos os meios e formas, conhecer a verdade relativa à actuação de delinquentes de toda a espécie, discorrendo sere­namente e sem precipitações, fortemente auxiliado pela voca­ção e amor profissional, reunindo os elementos que, hão-de basear o processo crime, o que, em grande parte, dependerá da vigilância, interesse, zelo e dedicação que empregou na regularização das investigações relativas às primeiras provas.

Além dos conhecimentos actualizados, de ordem geral e téc­nica, deve ter boa memória, saber ver e ouvir, e ter o espírito e todos os sentidos em pleno para que nada lhe escape à observação e ao senso crítico regulador das faculdades e tra­vão à excessiva imaginação. Conduzir-se-á com elevação, pru­dência, modos comedidos, sem paixões nem irascibilidade ou desabafos violentos. Tem de ser robusto e corajoso, resistente a tentações, calmo, atento, disciplinado e disciplinador, metódi­co, paciente, persistente, imparcial, escrupuloso, psicólogo, de­sinteressado, alheio a influências e amizades, indiferente a ini­mizades e críticas de toda a espécie mesmo de pessoas íntimas.

A sua tenacidade deve vencer as sucessivas decepções em que a investigação é fértil. Conhecedor perfeito das modali­dades do crime, estando dentro do ambiente da sua evolução, processo de prevenção e repressão e ainda afeito a não des­prezar insignificâncias, pois posteriormente se podem valorizar, coordenar, comparar, deduzir e concluir com precisão ante a nitidez dos factos, o investigador deve ter ainda a coragem de reconhecer e emendar os seus erros, preocupando-se em ser­vir lealmente, renunciando aos triunfos pessoais e tendo como único prémio a consciência do dever cumprido.
NOTA DO JACARÉ: Este texto foi elaborado por militares da Guarda e pertence a um Manual existente desde a década de 80, entre alguns agentes policiais da GNR.
A foto relembra a partida para a Bósnia-Herzegovina para integrar a Operação ALTHEA de uma Equipa de Investigação Criminal da Guarda.
Agora, que alguém que perfilha a ideologia PIM-PAM-PUM quer destruir o que de bom se tem feito é na Guarda é nosso dever recordar quem nos antecedeu.
O passado da Guarda não se resumiu à queda na máscara.
Brevemente vou começar a escrever sobre a ideologia e os ideólogos PPP.

3 comentários:

Anónimo disse...

Será possível que seja verdade aquilo que se diz nos corredores?
Valha-nos Deus nosso Senhor!

Anónimo disse...

E aquilo que não se diz mas que se pensa?

zézinho (para os amigos zinho)

Anónimo disse...

É uma pena de facto que quando mudam os comandantes, mudas as vontades, com todos os custos financeiros e humanos daí inerentes. Agora que que estavamos a evoluir um pouco, eis que damos novo passo atrás, será possivel que na tutela ninguém veja isto???
Para quando esses senhores Generais que vêm para cá de tanga e saêm como a barriga de um tasqueiro, deixam de vir para a GNR??
Como é que um militar de carreira que nem o código da estrada sabe, nem a famosa multa do telemovel sabe redigir vem comandar a Guarda?
Nunca mais saimos da cepa torta.
"O Tangas"