
De acordo com o Diário de Notícias de 24 de Setembro último, que com a devida vénia transcrevo, o senhor general falou assim, num almoço-debate promovido pela revista Segurança e Defesa:
"O comandante-geral da GNR, general Nelson Santos, apelou ontem aos próximos responsáveis políticos a que mudem a constituição de forma a permitir que as Forças Armadas combatam a criminalidade ao lado das Forças de Segurança.
"A criminalidade não é um problema exclusivo das polícias e no seu combate devem ser empregues todos os meios que permitam ir vencendo as batalhas diárias de forma a que a guerra global contra o crime nunca se perca, como infelizmente acontece noutras partes do mundo", declarou este alto responsável, que é oficial do Exército.
Nelson Santos falava a uma plateia de altos dirigentes das forças de segurança e militares, no âmbito de um almoço-debate promovido pela revista Segurança e Defesa, no qual era o convidado de honra. Na presença do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e de outros altos dirigentes do Sistema de Segurança Interna, as palavras do general surpreenderam.
Cauteloso, citou primeiro o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, para expor o seu ponto de vista. "Numa recente intervenção", lembrou o comandante-geral da GNR, defendeu que, "face às ameaças e aos riscos com que hoje as nossas sociedades se debatem, era absolutamente obrigatório que encarássemos a segurança de um ponto de vista cooperativo e numa perspectiva integrada de segurança e defesa, à semelhança do que vários dos nossos aliados na NATO e na União Europeia já fazem".
Nelson Santos reconheceu que pelas suas "experiências, num passado muito recente, como oficial do Exército e agora como comandante da Guarda Nacional Republicana, levam-me a concordar inteiramente" e, "mais do que isso, dizer que urge que os responsáveis políticos tomem decisões que vão ao encontro das suas palavras".
Determinado, a olhar a plateia de frente, defendeu que "a concretização de um modelo gestionário que contemple a coordenação e a direcção integrada do combate às ameaças que no âmbito da segurança e defesa se colocam na actualidade às sociedades e ao nosso país, tornará, certamente, mais eficaz e económico esse combate".
O comandante-geral da GNR sublinhou que "terminaram os "tempos" em que a "criminalidade violenta" era uma "excepção". "Hoje, encontra-se claramente no topo das preocupações da sociedade" portuguesa, asseverou. "Importa que no nosso país olhemos o futuro com prudência e cautela, porque o crime e a violência continuarão a fazer parte do nosso quotidiano numa dimensão, grau de incidência e configuração que são imprevisíveis", concluiu".
Depois de ler esta prosa e ver a foto que a acompanha algumas perguntas maldosas se poderiam fazer se não vivessemos asfixiados democraticamente:
1. O que apareceu primeiro: a galinha ou o ovo? Pensem, pensem!!!!!
2. Então mas as Forças Armadas ainda não ajudam as Forças de Segurança a combater o crime? Então o que fazem/fizeram desde tempos imemoriais na GNR, na PSP e na ex-GF milhares de senhores oficiais das FA'S? Pelos vistos não foram ajudas no combate ao crime! Mas esta parte já eu tinha percebido há muito..
3. O que é e o que faz então a Polícia Maritíma? E o Comandante das várias Capitanias? E a Marinha nas águas territorais? Pelo vistos segurança não será!
4. Quais são os nossos aliados da NATO e da UE, onde as FA'S já desempenham as tarefas que competem às FS? Mistério....
5. Que Forças Armadas poderiam substituir para melhor, e mais barato, as FS? Se forem as portuguesas tenho muitas dúvidas...
Poderia continuar mas não vale a pena. Apenas aconselho, com a devida vénia, o senhor general a virar-se para dentro da Instituição que comanda e tentar resolver os seus problemas diários que são mais que muitos!
E não são de combate à alta criminalidade, que essa desde o início deste ano foi destinada a outros melhor comandados, que não melhor apetrechados ou mais capazes... Apenas fazer um esforço para lançar mais umas patrulhas em Albufeira, fechar o Posto do centro da cidade apenas Inverno, ou não permitir mais gente no CARI. DEZASSEIS SARGENTOS só de uma vez para a DRH? É obra!
Meu General, para isto nem é preciso mudar a Constituição. Apenas o rumo... Antes que a coisa afunde de vez!!!
"O comandante-geral da GNR, general Nelson Santos, apelou ontem aos próximos responsáveis políticos a que mudem a constituição de forma a permitir que as Forças Armadas combatam a criminalidade ao lado das Forças de Segurança.
"A criminalidade não é um problema exclusivo das polícias e no seu combate devem ser empregues todos os meios que permitam ir vencendo as batalhas diárias de forma a que a guerra global contra o crime nunca se perca, como infelizmente acontece noutras partes do mundo", declarou este alto responsável, que é oficial do Exército.
Nelson Santos falava a uma plateia de altos dirigentes das forças de segurança e militares, no âmbito de um almoço-debate promovido pela revista Segurança e Defesa, no qual era o convidado de honra. Na presença do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e de outros altos dirigentes do Sistema de Segurança Interna, as palavras do general surpreenderam.
Cauteloso, citou primeiro o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, para expor o seu ponto de vista. "Numa recente intervenção", lembrou o comandante-geral da GNR, defendeu que, "face às ameaças e aos riscos com que hoje as nossas sociedades se debatem, era absolutamente obrigatório que encarássemos a segurança de um ponto de vista cooperativo e numa perspectiva integrada de segurança e defesa, à semelhança do que vários dos nossos aliados na NATO e na União Europeia já fazem".
Nelson Santos reconheceu que pelas suas "experiências, num passado muito recente, como oficial do Exército e agora como comandante da Guarda Nacional Republicana, levam-me a concordar inteiramente" e, "mais do que isso, dizer que urge que os responsáveis políticos tomem decisões que vão ao encontro das suas palavras".
Determinado, a olhar a plateia de frente, defendeu que "a concretização de um modelo gestionário que contemple a coordenação e a direcção integrada do combate às ameaças que no âmbito da segurança e defesa se colocam na actualidade às sociedades e ao nosso país, tornará, certamente, mais eficaz e económico esse combate".
O comandante-geral da GNR sublinhou que "terminaram os "tempos" em que a "criminalidade violenta" era uma "excepção". "Hoje, encontra-se claramente no topo das preocupações da sociedade" portuguesa, asseverou. "Importa que no nosso país olhemos o futuro com prudência e cautela, porque o crime e a violência continuarão a fazer parte do nosso quotidiano numa dimensão, grau de incidência e configuração que são imprevisíveis", concluiu".
Depois de ler esta prosa e ver a foto que a acompanha algumas perguntas maldosas se poderiam fazer se não vivessemos asfixiados democraticamente:
1. O que apareceu primeiro: a galinha ou o ovo? Pensem, pensem!!!!!
2. Então mas as Forças Armadas ainda não ajudam as Forças de Segurança a combater o crime? Então o que fazem/fizeram desde tempos imemoriais na GNR, na PSP e na ex-GF milhares de senhores oficiais das FA'S? Pelos vistos não foram ajudas no combate ao crime! Mas esta parte já eu tinha percebido há muito..
3. O que é e o que faz então a Polícia Maritíma? E o Comandante das várias Capitanias? E a Marinha nas águas territorais? Pelo vistos segurança não será!
4. Quais são os nossos aliados da NATO e da UE, onde as FA'S já desempenham as tarefas que competem às FS? Mistério....
5. Que Forças Armadas poderiam substituir para melhor, e mais barato, as FS? Se forem as portuguesas tenho muitas dúvidas...
Poderia continuar mas não vale a pena. Apenas aconselho, com a devida vénia, o senhor general a virar-se para dentro da Instituição que comanda e tentar resolver os seus problemas diários que são mais que muitos!
E não são de combate à alta criminalidade, que essa desde o início deste ano foi destinada a outros melhor comandados, que não melhor apetrechados ou mais capazes... Apenas fazer um esforço para lançar mais umas patrulhas em Albufeira, fechar o Posto do centro da cidade apenas Inverno, ou não permitir mais gente no CARI. DEZASSEIS SARGENTOS só de uma vez para a DRH? É obra!
Meu General, para isto nem é preciso mudar a Constituição. Apenas o rumo... Antes que a coisa afunde de vez!!!








